quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Con(vivendo) a solidão



Fábio nunca precisou desse amor de vocês pra ser feliz. Ele nunca teve a necessidade de sentir aquele frio na barriga, nem as pernas tremendo. Nunca precisou morder os travesseiros lembrando o beijo dado minutos antes. Fábio nunca precisou de afagos e carinhos, muito menos de outros lábios tocando os seus. Ele não se importava em presenciar (a)braços se abraçando, se soltando, formando um ciclo. Nem de gente se amando em trio. Fábio era apenas um rapaz sozinho que se acostumou com a solidão.

"Ah, coração! Teu engano foi esperar por um bem de um coração leviano que nunca será de ninguém." -Djavan


Paula se pergunta diariamente o motivo de nunca ter se apaixonado. Talvez pelo século no qual vive, onde os homens não são mais os mesmos ou ela que nunca se interessou por eles. Independente de serem modernos ou retrógrados. Mas também, se perguntava ela, "quem iria se interessar por uma garota na qual passa seus dias enfurnada nos livros do Machado e ouvindo Tom Jobim?". Ela sabia que seu destino era morrer sozinha, que independente de o interesse partir dela ou não, solidão a gente não escolhe. Está escrito. Paula era apenas uma moça sozinha que se conformou com a solidão.

"Oh, meu bem... Acredite no final feliz." -Jorge Vercilo


Sérgio anda sozinho, dorme, come, mora, aprende, bebe, sai, assiste, vive e até mesmo ama sozinho. Sérgio é apenas um idoso que convive com a solidão.

"Solidão... Isso lá é bom?!"



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