quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Sem tempo

Meu bem, sejamos sinceros:
A vida nos trouxe milhões e milhões (e milhões) de problemas. Mas nós não nos matamos, pois sabíamos que ela iria nos trazer alguns (míseros) minutos de paz. Só que, durante esse tempo, fomos incapazes de esperar ares melhores. Fomos impacientes. E a falta de paciência é o 1...º problema da humanidade.
Por isso te proponho:
Paciência, mísero gafanhoto.

domingo, 13 de outubro de 2013

Vai que isso quer dizer amor.


Eu devia ter enchido a cara por causa dela. Sei que devia. Depois daquela briga diária que sempre acontece no fim da tarde ou depois do sexo. Sei lá, vai que isso quer dizer amor. Eu sei que deveria ter ligado, insistido mais, mais e mais até ela atender, mesmo sendo pra me desejar a morte, mas eu deveria. Eu podia, simplesmente, tirar dois minutos do meu tempo e mandar uma mensagem pra ela desejando boa noite. Sei que isso iria desencadear uma conversa tamanha, mas era pra ela, por ela. E eu não reclamaria disso, aliás, quem reclama do amor? Inclusive, sei que não devia ter deixado ela ir embora. Devia ter feito algo, nem que fosse precisar amarra-la na cama, mas eu não podia tê-la deixado ir. Nunca. Mas é que eu sou idiota demais, não vejo que o amor começa hoje e pode acabar amanhã. Que o amor está em tudo de mais pequeno, apesar de ser tão grande. Sim, eu devia ter feito tudo isso, mas o passado... Ah, o passado.

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Amor é um filme sem trailer


                   

Eu nunca imaginei que isso algum dia iria me sufocar. Aliás, muitas vezes, mesmo achando algo ruim, não achamos que algum dia isso se tornaria ainda pior. Eu, por exemplo, ainda morro de medo de me jogar de cabeça em algo que eu não considere extremamente seguro. Isso inclui o amor, principalmente. Para mim, o que não pode ser previsto, não pode ser manipulado. E o amor é totalmente imprevisível, sendo assim, impossível de se manipular. Por isso, tantos amores perdidos e estragados. Talvez isso seja apenas sofrimento antecipado, achar que por que tem tanta gente morrendo de amor por aí (do modo ruim), irá acontecer a mesma coisa comigo. De qualquer forma, isso não mudaria o meu modo pensar sobre isso tudo, nunca muda. Mesmo a solidão que é gerada por essa covardia toda, se eu não me dou abertura pra ser feliz, não devo reclamar das consequências, que se inclui, claro, a solidão.


quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Con(vivendo) a solidão



Fábio nunca precisou desse amor de vocês pra ser feliz. Ele nunca teve a necessidade de sentir aquele frio na barriga, nem as pernas tremendo. Nunca precisou morder os travesseiros lembrando o beijo dado minutos antes. Fábio nunca precisou de afagos e carinhos, muito menos de outros lábios tocando os seus. Ele não se importava em presenciar (a)braços se abraçando, se soltando, formando um ciclo. Nem de gente se amando em trio. Fábio era apenas um rapaz sozinho que se acostumou com a solidão.

"Ah, coração! Teu engano foi esperar por um bem de um coração leviano que nunca será de ninguém." -Djavan


Paula se pergunta diariamente o motivo de nunca ter se apaixonado. Talvez pelo século no qual vive, onde os homens não são mais os mesmos ou ela que nunca se interessou por eles. Independente de serem modernos ou retrógrados. Mas também, se perguntava ela, "quem iria se interessar por uma garota na qual passa seus dias enfurnada nos livros do Machado e ouvindo Tom Jobim?". Ela sabia que seu destino era morrer sozinha, que independente de o interesse partir dela ou não, solidão a gente não escolhe. Está escrito. Paula era apenas uma moça sozinha que se conformou com a solidão.

"Oh, meu bem... Acredite no final feliz." -Jorge Vercilo


Sérgio anda sozinho, dorme, come, mora, aprende, bebe, sai, assiste, vive e até mesmo ama sozinho. Sérgio é apenas um idoso que convive com a solidão.

"Solidão... Isso lá é bom?!"



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Sobre lembranças de epitáfio.



Noite chuvosa de setembro. Os galhos das árvores batiam sem pena nas janelas do meu quarto. Isso me faz lembrar da minha infância, melhor época da vida. Talvez da minha vida. Há um incrível arrependimento até hoje das coisas que tanto planejei, que tanto custei a acreditar e que não foram realizadas, não foram atendidas. E isso me lembra minha triste e dolorosa adolescência. Pior época da vida. Essa sim nos faz acreditar naquilo que é errado, nos faz errar e custar a se arrepender. Essa nos faz amar a morte e odiar a vida. Nos faz deixar os sonhos de lado e viver a realidade sem amor. E isso me lembra minha fase adulta, essa nos faz lembrar de tudo, de como éramos felizes quando crianças, como éramos amados e amávamos com facilidade. Lembramos de quando éramos adolescentes e chorávamos por qualquer motivo, nos trancávamos no banheiro e saía de lá sem dor. Saíamos mortos por dentro. E por quantas vezes eu morri nessa fase da minha vida... Em fim, hoje aqui estou eu: velho, cansado e amargurado, sentindo uma plena inveja daqueles que conseguem amar sofrendo, que tem tempo para amar e sofrer. E eu que reclamava tanto do amor, daquele beijo que meu pai esquecia de me dar, daquele sorriso lindo que ganhava da moça da esquina... Daria tudo, exatamente tudo, pra ter isso de volta. E se precisar sofro mais ainda.

"Um dia triste. Toda fragilidade incide. E o pensamento lá em você. E tudo me divide..." -Djavan.