quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Ensaio sobre ela


É que dentre as formas de amar, ela escolheu a pior. Aquela que machucava a ambos, que próprio se sacrificava pra fazer o outro feliz. Seria isso o amor, se sentir mal fazendo o outro se sentir bem? Ela havia dito que tinha medo, seria esse medo algo tão doloroso a ponto de viver a base de tanto sofrimento? O amor pra ela era ponte pro abismo, daqueles mais fundos e escuros, já disseram que ela sofria até mesmo por antecipação, e por isso não se jogava na felicidade. Os cafés mais amargos lhe ocupavam a tarde, junto vinha os livro mais antigos, empoeirados... Ela dizia que lhe servia como ótima companhia, e á noite os conhaques no bar da esquina lhe faziam esquecer... Da vida e das obrigações. Era mulher já feita, até hoje ninguém acertara a idade da moça, uns diziam parecer mais velha do que realmente era, pelo fato de já a verem dezenas de vezes bêbada aos prantos. Já provara -até mesmo- de drogas mais pesadas, não por vício, apenas para sentir aquele êxtase que não costumava acontecer em sua vida. Bom, entre outras palavras, basicamente, aquela garota meiga que você esbarra todas as tardes na biblioteca, achando ser a garota mais feliz do mundo, é só aparência. Aquela garota só não acredita no amor.

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