segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Cartas para Ângelo (O começo)


Curitiba, 12 de agosto de 2009

Ângelo,

Se você estudasse na mesma escola que eu, colocaria essa carta dentro da sua bolsa enquanto você estivesse no banheiro. Se você morasse nessa cidadezinha, que eu creio que ainda sairei dela, mandaria essa carta pelo correio. Se você morasse em outro país, eu ainda usaria o e-mail. Não sei como é a sua família, se é muito grande ou apenas você e seus pais. Eu confesso: sei muito pouco sobre você. E mesmo assim te escrevo, falando do que sinto aqui. Bem aqui. Pra falar a verdade nem sei se você lembra de mim, as pessoas costumam se esquecer rápido do que viveram comigo. Ou até mesmo do que acham que vão viver. Mas não me subestime, lembro muito bem do que vivemos, do que planejamos juntos, dos beijos e abraços... Tudo bem, pode fazer muito tempo e realmente faz. Certo diz me disseram que o tempo era a cura pra tudo, pros males, pras lembranças, pros momentos ruins... E eu de idiota acreditei, achando que o que eu sentia por você mudaria com o passar do tempo, e veja só: não mudou. Se você leu até aqui e não rasgou quando viu que a carta era minha, então é provável que não tenha esquecido de mim como dissestes que esqueceria. Ainda deves estar perguntando qual o motivo pelo qual estou te escrevendo... Sinceramente? Ainda não sei. Não sei por que te escrevo, nem mesmo por que não consegui te esquecer mesmo depois de tantos anos. Já me disseram que o amor resiste a tudo, mas que nada resiste ao amor.

Irei sentar e esperar sua resposta. Um abraço.

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